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quarta-feira, 10 de abril de 2013

A MEGA INDUSTRIA LEITEIRA

 O text abaixo descreve uma cruel realidade e faz parte do acervo www.slowfoodbrasil.com

Como estamos em plena campanha em favor dos queijos de leite cru, e quem fala de queijo fala de leite, achei apropriado traduzir esse artigo de autoria de Jim Wickens, publicado pelo periódico francês Courrier International em 2010 (http://www.courrierinternational.com/article/2010/12/02/triste-comme-une-vache-dans-une-usine-laitiere) a partir de um original do The Ecologist. O texto, que critica a mega indústria leiteira norte americana, toca num conflito maior que opõe alimento industrializado versus alimento artesanal. Vamos a ele:
Longe das luzes brilhantes e dos grandes circuitos turísticos que a Califórnia geralmente evoca, as colossais tetas da indústria leiteira norte-americana se concentram no Central Valley, vasta planície árida e pouco frequentada se estendendo da Serra Nevada até a costa californiana.
Trata-se do celeiro dos Estados Unidos, onde quantidades enormes de amêndoas, uvas e trigo são arrancados da planície morna numa extensão a se perder de vista. É igualmente aí que se encontram as maiores usinas leiteiras do planeta. Existe nesses lugares uma tal concentração de usinas de leite que o condado de Tulare conta, só ele, com 900.000 vacas produzindo cada ano mais de 1 bilhão de dólares de leite. Entretanto, assim como mostra a pesquisa conduzida pelo The Ecologist em colaboração com a World Society for the Protection of Animals, Central Valley se tornou igualmente o teatro de uma guerra silenciosa opondo pequenos produtores e militantes às grandes multinacionais que se instalaram na região.
Para os não iniciados, a descoberta de uma exploração leiteira gigante é um espetáculo impactante mostrando vastos estábulos abertos, montanhas de silagem, verdadeiras piscinas contendo milhões de litros de esterco e centenas de milhares de vacas resignadas. Após ter obtido uma autorização da parte de empregados indiferentes, nós partimos à descoberta desse universo ciclópico, mais próximo de uma usina e do trabalho em série que de uma fazenda. Ali se vêem filas de vacas titubeando sob o peso de suas tetas inchadas antes de entrar nas salas de ordenha automatizadas. É um ciclo ininterrupto e cotidiano que só para quando as vacas começam a produzir menos. Elas são então de novo inseminadas ou enviadas ao abatedouro; esgotadas e eliminadas depois de apenas alguns anos de vida na usina. As vacas das mega-fazendas leiteitas norte-americanas nunca verão um tufo de capim em toda a sua existência. Seu único momento de pausa, elas o passam embaixo dos abrigos poeirentos onde esperam pacientemente entre uma e outra ordenhas.
As vacas Holstein são a raça preferida das mega-fazendas leiteiras, sua carcaça alta contrasta vivamente com as enormes tetas cheias de veias que se balançam sob a barriga. Seu leite é de qualidade menor que o de outras raças e contém muito pus, mas esses animais de criação compensam esse defeito de qualidade pela quantidade: submetidas a três ordenhas por dia e bem cevadas de hormônios de crescimento e de antibióticos para lutar contra freqüentes infecções, as vacas dobraram sua produção de leite em apenas quatro anos.
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Essas fazendas gigantes fazem igualmente planar uma ameaça invisível sobre Central Valley onde se acumulam desde então grandes quantidades de gás produzindo uma neblina espessa e uma forte poluição atmosférica. De acordo com o American Lang Association (Associação Americana do Pulmão), a poluição gerada pela agricultura industrial “representa sérios riscos sanitários para as pessoas mais frágeis. As crianças, os adolescentes, os idosos, os que sofrem de asma, doenças pulmonares ou cardíacas crônicas, são os mais vulneráveis”. Não é por acaso que regiões agrícolas como Tulare ou Bakersfield mostram uma das taxas de ozônio e de finas partículas na atmosfera das mais elevadas dos Estados Unidos, ultrapassando às vezes a de uma cidade bastante poluída como Los Angeles, mais ao sul.
Albert Strauss, responsável por uma leiteria orgânica próspera, está na origem de um sistema alternativo visando criar uma corrente de produção leiteira mais ecológica na California. “Nós perdemos 55 leiterias por ano e, no decorrer dos últimos quarenta anos, o número de unidades diminuiu de 120 a 23 apenas no nosso distrito. É no mínimo grave. As fazendas gigantes se afastam cada vez mais da agricultura responsável e podem fazê-lo porque estão em posição dominante: elas representam as principais estruturas agrícolas dos Estados-Unidos. E quando a essência da produção de leite é controlada por gigantes, eles têm muito mais poder político”.
Buscando uma realidade completamente contrastante à acima descrita, me juntei em 2011 a um grupo do convivium Rio de Janeiro numa viagem de “exploração e reconhecimento” dos queijos artesanais de leite cru das Serras da Canastra e Salitre, em Minas Gerais. A região reúne milhares de pequenos produtores sobrevivendo graças a essa atividade aprendida com seus ancestrais, alguns poucos dentre eles, mais estruturados, vêm tentando se adaptar às exigências “higienistas” da legislação. O texto acima me fez pensar no contraste com Janio, o primeiro produtor que visitamos em sua pequena propriedade.
DSC janio flou copy
Assistindo à ordenha no estábulo de terra batida, mas que dava uma incrível impressão de ordem e limpeza, vimos o produtor chamar cada uma de suas vacas pelo nome; obedientes, vinham até ele acompanhadas de seu bezerrinho (que, vindo de um outro cercado, também atendia ao chamado do nome da mãe), se deixavam ordenhar e saíam para dar lugar à próxima.
DSC casa queijo flou copyDepois da ordenha, a esposa do produtor cuidava da fabricação dos queijos de forma totalmente artesanal, essa divisão do trabalho familiar sendo repetida duas vezes por dia, todos os dias. Assim como a grande maioria dos produtores desta região, a casa onde são feitos o queijo é bastante simples, num padrão não reconhecido pela legislação sanitária, mas tudo muito asseado.
O soro que sobra da fabricação do queijo é utilizado para alimentação de galinhas e porcos. As galinhas e porcos da região são lindos e saudáveis, quase todos de raças caipiras quase em extinção em outros locais. Os ovos caipiras que provamos são deliciosos, assim como a carne de porco conservada na própria banha. O esterco das vacas é utilizado para adubar a horta e as lavouras próximas à casa, num circuito onde tudo se aproveita e a natureza não é poluída.
DSC0galinhas
Após a viagem, organizamos no Rio de Janeiro um evento de apresentação dela, que incluía a degustação de cerca de nove queijos que trouxemos de diversos produtores artesanais das duas regiões. O queijo da família do Janio foi considerado o melhor pelos cerca de 40 participantes: com a cura, tinha adquirido um sabor complexo e agradável como os demais, mas apresentava algo a mais. Perto deles, os três queijos industrializados que servimos a título de comparação revelaram sua total falta de sabor e de textura. Coincidência?
A conclusão dessa história volta ao título do artigo traduzido acima: triste como uma vaca numa usina de leite é também o sabor de um queijo industrializado...
Triste também é pensar que são os gigantes da produção de leite, como os descritos pelo mesmo artigo, que acabam definindo o teor da legislação sanitária em vigor. Esta condena os pequenos produtores artesanais à informalidade, ameaça a manutenção das práticas tradicionais de fabricação do queijo e impede os consumidores, principalmente dos grandes centros, de terem acesso aos queijos artesanais.

Denise Gonçalves é membro do Grupo de Trabalho sobre os Queijos Artesanais do Slow Food Brasil

terça-feira, 10 de abril de 2012

ONDE FOI PARAR O TEMPO QUE GANHAMOS?


Achei tão bom o texto...

Onde foi parar o tempo que ganhamos...

Havia mais terrenos baldios. E menos canais de televisão.
Leite vinha num saco. Ou então o leiteiro entregava em casa, em garrafas de vidro.
Cozinhava-se com banha de porco. Toda dona-de-casa tinha uma lata de banha debaixo da pia.
O barbeador era de metal, e a lâmina era trocada de vez em quando. Mas só a lâmina.
As casas tinham quintais. Os quintais tinham sempre uma laranjeira, ou uma pereira, ou um pessegueiro.
Comíamos fruta no pé.
Minha vó tinha fogão à lenha. E compotas caseiras abarrotando a despensa. E chimia de abóbora, e uvada, e pão de casa.
O café passava pelo coador de pano. As ruas cheiravam a café.
As lojas de discos vendiam long plays e fitas K7.
Supimpa era ter um três-em-um: toca-disco, toca-fita e rádio AM (não havia FM).
Os telefones tinham disco. Discava-se para alguém. Depois, punha-se o aparelho no gancho. Telefone tinha gancho. E fio.

Se o seu filho estivesse no quarto dele e você no seu escritório, você dava um berro pra chamar o guri, em vez de mandar um e-mail ou um recado pelo MSN.

Tudo era mais demorado, mais difícil, mais trabalhoso.

Então, por que hoje “engolimos” o almoço?
Então, por que estamos sempre atrasados?
Então, por que ninguém mais bota cadeiras na calçada?

Alguém pode me explicar onde foi parar o tempo que ganhamos?


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Guerreiro

Todo guerreiro ja ficou com medo de entrar em combate.
Todo guerreiro já perdeu a fé no futuro.
Todo guerreiro já trilhou um caminho que não era dele.
Todo guerreiro já sofreu por bobagens.
Todo guerreiro já achou que não era guerreiro.
Todo guerreiro já falhou em suas obrigações.
Todo guerreiro já disse "SIM" quando queria dizer "NÃO".
Todo guerreiro já feriu alguém que amava.
Por isso é um guerreiro; porque passou por estes desafios, e não perdeu a esperança de ser melhor do que era."

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

PALAVRAS MÁGICAS


AS PALAVRAS MÁGICAS
© Letícia Thompson


Palavras mágicas são aquelas que abrem portas.

Nada complicado como abracadabra
ou qualquer coisa do gênero.

São aquelas simples mesmo dia-a-dia
e que ficam tão corriqueiras
que muitas vezes nos esquecemos.

É incostestável o poder
das palavras nas nossas vidas.

As que dizemos e as que calamos;
as que saem do olhar,
as que são ditas com lágrimas,
as que fluem de um sorriso,
as que são gritadas
em silêncios que machucam...

... e aquelas tão simples
que parecem banais demais,
mas que nos tornam
pessoas educadas,
simpáticas,
agradáveis e que nem precisam
de estudos ou sermos adultos
para que façam parte
do nosso vocabulário.

Um obrigado substitui centenas
de outras palavras;

um bom dia pode ser o primeiro
raio de sol na nossa janela,
assim como um boa noite
o último raio de luar da noite.

Com licença abre caminhos
e perdão
e desculpe
derretem corações
e podem trazer oportunidades que
estavam perdidas para sempre.

O por favor faz hesitar o mais
endurecido dos corações
e pode até fazer com que mude de idéia.

Você é importante pra mim
eleva a auto-estima;

você vai vencer nos dá coragem
para prosseguir
e,
enfim, as mais poderosas
de todas as palavras:
amo você!

Nessas palavras estão incluídos
dicionários inteiros,
até mesmo com as palavras
que desconhecemos.

A gentileza é uma arte
que não nos custa nada
e que nos trás enormes benefícios.

O mundo não nos pertence
e não vivemos isolados
como ilhas no meio do oceano.

Fazer uso das palavrinhas mágicas
no nosso dia-a-dia não só vai nos tornar
pessoas mais simpáticas,
vai também construir pontes entre nós
e aqueles que o Senhor
escolheu para fazerem parte
da história da nossa vida.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Só mesmo Luis Fernando Veríssimo!

Minha mulher e eu temos o segredo para fazer um casamento durar:
Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas.
Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha, em SP.
Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta.
Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento, "em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!" ela disse. Então, sugeri a cozinha.
Nós sempre andamos de mãos dadas...
Se eu soltar, ela vai às compras!
Ela tem um liquidificador, uma torradeira e uma máquina de fazer pão, tudo elétrico.
Então, ela disse: "nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar".
Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.
Lembrem-se: o casamento é a causa número 1 para o divórcio. Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a "senhora certa".
Só não sabia que o primeiro nome dela era "sempre".
Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
Mas, tenho que admitir: a nossa última briga foi culpa minha.
Ela perguntou: "O que tem na TV?"
E eu disse: "Poeira".

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Escolhas de uma vida



A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

Depois dos 40, 50, e por aí vai...


Coisas que a vida ensina depois dos 40

Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...
Artur da Távola

quarta-feira, 27 de julho de 2011

F Pessoa

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndido da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Uma estória de amor e amizade.

MANEIRA DE AMAR
O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mando-o embora,depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. "VOCÊ O TRATAVA MAL, AGORA ESTÁ ARREPENDIDO?" "NÃO, RESPODEU, ESTOU TRISTE PORQUE AGORA NÃO POSSO TRATÁ-LO MAL. É A MINHA MANEIRA DE AMAR, ELE SABIA DISSO, E GOSTAVA".
(Carlos Drumond de Andrade)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mais um lindo texto!

O Tempo e a Jabuticaba
Publicado em 26 dezembro, 2007 por Christian Barbosa

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.

Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.

Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”,onde “tiramos fatos a limpo”.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou:
“as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

Autor Desconhecido

Eco vilas um conceito atual

Quanta maldade!

Mães - Anjos de Deus!


Mães Morrem Quando Querem
Por Alexandre Pelegi

Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez. Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula. Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer. Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.
Quando fiz 14 anos eu a matei novamente. Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis. Mas logo no primeiro porre eu felizmente a descobri rediviva – foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.
Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição. Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese. Ledo engano: quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão.
Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, apenas requeria lentidão… Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem. Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho "mãe" se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado "avó". Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla…
Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar… Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer. Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida.
Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre. Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade…
"Escrevi essa crônica em 11 de março de 2008, um dia após a morte de Ignês Pelegi de Abreu, minha mãe. Naquela época eu não tive condições de ler o texto no ar, no que fui socorrido pelo meu amigo Irineu Toledo. Hoje, um ano após sua morte, repito essa crônica em homenagem não só a ela, como a todas as mães que habitam o céu."

Recebi via e-mail. Parabéns a todas as Mães!

Tricotando a vida

"A vida é como um tricô.Deus te dá a lã e as agulhasE te diz: Tricota o melhor que puder, um ponto de cada vez,Cada ponto é um dia na agulha do tempo.Depois de 12 carreiras de 30 ou 31 pontos,Terás 365 pontos,Em dez anos, cerca de 3650 pontos...Alguns são pelo direito, outros pelo avesso;;;Há pontos que se perdem...Mas que podemos recuperar...A lã que o bom Deus nos dáPara tricotar nossa existênciaÉ de todas as cores:Rosa como nossas alegrias, negra como nossos sofrimentos,Cinza como nossas dúvidas, verde como nossas esperanças,Vermelha como nossos amores, azul como nossos desejos,Branca como a fé que temos nele.Quantos pontos caberão no tricô de tua vida?Só Deus é quem sabe!
“Gastronomia é a arte de usar a comida para criar felicidade”
Krafft-EbbingMargarida Nogueira**

Adoro Cachorro!

Aos nossos filhos: aqueles a quem muito amamos

A filha dizia à Mãe como tudo ia errado. Ela não se saíra bem na prova de Matemática, ...O namorado resolveu terminar com ela e a sua melhor amiga estava de mudança para outra cidade.Em horas de amargura, a mãe sabia que poderia agradar a filha preparando-lhe um bolo. Naquele momento não foi diferente. Abraçou a filha e levou-a à cozinha, conseguindo arrancar da moça um sorriso sincero.Logo que a mãe separou os utensílios e ingredientes que usaria e os colocou na mesa, perguntou à filha:- Querida, quer um pedaço de bolo?- Mas já, mamãe? É claro que quero. Seus bolos são deliciosos...-Então está bem, respondeu a mãe. Tome um pouco desse óleo de cozinha!Assustada, a moça respondeu:- Credo, mãe! Que tal então comer uns ovos crus, filha?- Que nojo, Mãe!- Quer então um pouquinho de Farinha de Trigo ou Bicarbonato de Sódio?- Mãe, isso não presta! A Mãe então respondeu:- É verdade, todas essas coisas parecem ruins sozinhas, mas quando as colocamos juntas, na medida certa...Elas fazem um bolo delicioso!Deus trabalha do mesmo jeito. Às vezes a gente se pergunta por que Ele quis que nós passássemos por momentos difíceis, mas Deus sabeque quando Ele põe todas essas coisas na ordem exata, elas sempre nos farão bem.A gente só precisa confiar n'Ele e todas essas coisas ruins se tornarão algo fantástico! Deus é louco por você. Ele te manda flores em todas asPrimaveras...O nascer o Sol todas as manhãs...E sempre que você quiser conversar, Ele vai te ouvir!Ele pode viver em qualquer lugar do universo, e Ele escolheu o seu coração!
Encontrei aqui: http://sintonia106fm.blogspot.com/2008/03/lio-de-perseverana.html